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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim (GIG-SBGL)

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim (GIG/SBGL)

HISTÓRICO

A história do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, como base de antiga aviação naval, começa em 1924 com a instalação da Escola de Aviação. Fundada em 1916, a Escola de Aviação Naval teve suas primeiras instalações na Ilha das Enxadas, em 1924, posteriormente transferidas para local mais amplo na vizinha Ponta do Galeão. Ali surgiram hangares, oficinas, quartéis, alojamentos de oficiais e praças, além da primeira Fábrica Nacional de Aviões, que produziu em série o primeiro modelo brasileiro, os Muniz 5, 7 e 9.

Ainda no Galeão, outras indústrias aeronáuticas produziam, sob contrato com entidades estrangeiras como a Foker holandesa e a Wulf alemã, aviões para aviação civil e militar. Também do Galeão saíram os primeiros Correios Aéreos Navais, em 1935.

A partir de 1945, o Galeão passou a ser, oficialmente, Aeroporto Internacional, uma vez que os antigos hidroaviões da Pan American e da Condor, além de outras companhias aéreas, foram pouco a pouco substituídos nas rotas internacionais por aviões maiores, dotados de rodas, que precisavam de pistas em terra para pouso e decolagem. Os antigos hidros Sirorskys ou Junkers J-52, entre outros, cederam lugar aos Douglas DC-3 e DC 4 e Constelations da Lockheed.

Houve uma estação de hidros, ao lado do Aeroporto Santos-Dumont, inaugurada em 1936, projetada pelo célebre arquiteto brasileiro Atílio C. Lima. Foi um dos primeiros prédios conceitualmente modernos construídos no Brasil.

Desde os anos da Segunda Guerra Mundial, o Galeão foi, além de movimentada Base Aérea da Força Aérea Brasileira, campo de pouso para aviões internacionais. Naquela época, o acesso ao aeroporto fazia-se através de lancha, desde a Estação de Hidros até a ponte de desembarque do Galeão, de onde os passageiros seguiam até a aeronave em ônibus, pois não existia uma estação de passageiros.

A recepção continuou precária até 1950, quando o local para embarque e desembarque transferiu-se para o ouro lado da Base, onde hoje funcionam escritórios de companhias cargueiras. Esse terminal, com diversas ampliações ao longo dos anos, foi substituído pelo atual terminal número 1, que agregou o que de mais atual havia na época de sua inauguração, em 20 de janeiro de 1977.

Como reflexo do impetuoso crescimento da aviação comercial do Brasil em 1992, com vistas a grande afluência prevista na ECO 92, foram reformadas todas as instalações do terminal 1. Essa ampliação, que aumentou a sua capacidade para 7 milhões de passageiros ao ano, coincidiu com o início das obras do terminal 2. Esse novo terminal, um dos mais modernos da América Latina, com capacidade de atender 8 milhões de passageiros ao ano, foi inaugurado em 20 de julho de 1999, mais que duplicando a capacidade do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

COMPLEXO AEROPORTUÁRIO

Sítio Aeroportuário - Área: 17.881.696,63 m²
Pátio das Aeronaves - Área: 712.895 m ² (pátio TPS1: 325.550 m² / pátio TPS2: 34.845 m² / pátio TPS5: 46.500m²)
Pista - Dimensões(m): 4.000 x 45 (10/28) e 3.180 x 47 (15/33)
Terminal de Passageiros - Área(m²): TPS-I: 147.834 e TPS-II: 132.847
Estacionamento - Capacidade: 2.742 vagas
Balcões de Check-in - Número: 167 Balcões
Estacionamento de Aeronaves - Nº de Posições: 35posições

FONTE INFRAERO
FOTO ALEJANDRO LUIZ

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Aeroporto Internacional Augusto Severo/Natal (NAT/SBNT)

Natal - Augusto Severo (NAT / SBNT)

HISTÓRICO

Localizado quase ao nível do mar (169 pés), com condições meteorológicas e geográficas favoráveis, o Aeroporto Internacional Augusto Severo, no município de Parnamirim (RN), fica a 18 quilômetros da cidade do Natal (RN). Seu nome homenageia Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, potiguar que morreu em um acidente na França, em 1902.

Durante todo o período da II Guerra, apesar do intenso movimento aéreo em Parnamirim, não foi necessário a instalação de um terminal de passageiros. De uma forma ou de outra, os poucos civis, que passaram pela Base Aérea de Natal ou Parnamirim Field estavam ligados aos esforços de guerra e, por outro lado, os prédios das antigas companhias comerciais que operaram no campo entre 1927 e 1942 estavam adaptados às funções militares o suficiente para atender ao movimento de embarque e desembarque. A situação mudou com o fim do conflito. O comando da Base e os dirigentes das companhias de aviação comercial perceberam que seria necessário um terminal que atendesse à população civil, evitando o trânsito de passageiros pela área militar.

Ao receber as instalações da Base Leste, em 1º de outubro de 1946, o Ten.Cel.Av. Rube Canabarro Lucas delimitou próximo à cabeceira da pista, no lado leste, a área que seria usada pelas companhias civis. Naquele mesmo ano, durante as comemorações do Dia do Aviador, foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, construída com recursos do Ministério da Aeronáutica.

O espírito de colaboração e interesse do comando nas atividades civis do aeroporto ficaram evidenciados com a concessão para hospedar visitantes e passageiros em trânsito nas dependências da Base. Natal não tinha, ainda, hotéis suficientes para atender à demanda crescente de visitantes que chegavam à cidade via aérea.

Seis anos depois da inauguração, a estação de passageiros foi elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, por meio da Lei nº 1.473, de 24 de novembro de 1951. A primeira grande reforma e ampliação foi realizada em 1978, quando o então governador do estado, Tarcísio Maia (1975-1979), e o comandante do II Comando Aéreo Regional, o Major-Brigadeiro Ismael da Motta Paes, assinaram convênio para as obras. Além de um novo estacionamento, teve sua administração transferida para a Infraero. Em 31 de março de 1980, as novas instalações foram inauguradas. O custo da obra foi de seis milhões de cruzeiros, sendo 35% do governo e 65% do Ministério da Aeronáutica.

Em 1999, o Governador Garibaldi Filho, por meio de convênio com a Infraero, iniciou a construção de um novo terminal de passageiros, incluindo a ampliação da pista de 2.200 para 2.600 metros de comprimento e de 18 para 24 metros de largura. As antigas instalações foram deixadas para o movimento de cargas.

Com um desenho arquitetônico moderno, a nova estação de embarque e desembarque tem três pisos, parque de estacionamento, climatização, áreas diferenciadas para voos domésticos e internacionais e quatro passarelas móveis (fingers) de embarque e desembarque nos aviões. Os custos foram de R$ 30 milhões, 60% do governo estadual e o restante do governo federal, por meio do Prodetur e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O novo Aeroporto Internacional Augusto Severo foi inaugurado em 6 de dezembro de 2000, com a presença de presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso.

O aeroporto é compartilhado com BANT (Base Aérea de Natal), principal base de instruções de pilotos de combate da Força Aérea Brasileira (FAB). A cada ano, a unidade recebe aproximadamente 65 aspirantes a aviador, os quais são treinados em mais de 60 aeronaves dos tipos Super Tucano A-29, Xavante AT-26 e Esquilo UH-50. A BANT também recebe anualmente aeronaves F-5, Miragem 2000 e AMX de outras organizações militares e até de outros países, a exemplo da CRUZEX, que utilizam da excelente infraestrutura para realizarem o treinamento de seus pilotos, perfazendo uma média de 4000 pousos mensais, levando o Aeroporto Internacional Augusto Severo a ser o segundo aeroporto do Brasil em termos de movimentação de aeronaves.

As comunicações aeronáuticas são operadas e coordenadas pela Aeronáutica, através do DTCEA-NT, bem como os Serviços de Informações Aeronáuticas (AIS). O aeroporto dispõe, ainda, de equipamentos de auxílio à navegação aérea como ILS CAT I, VOR/NDB e PAPI nas 03 (três) pistas.

O sistema de infraestrutura operacional do aeroporto é composto por três pistas de pousos e decolagens; 16 pistas de táxi; três pátios; sendo um pátio para aviação comercial, um pátio para aviação geral e um pátio para aviação de carga e pernoite.

COMPLEXO AEROPORTUÁRIO

Sítio Aeroportuário - Área: 13.418.371,07 m²
Pátio das Aeronaves - Área: 36.924 m²
Pista - Dimensões(m): 2.600 x 45 e 1.800 x 45
Terminal de Passageiros - Capacidade/Ano: Área(m²): 11.560
Estacionamento - Capacidade: 500 vagas
Estacionamento de Aeronaves - Nº de Posições: 25 posições

FONTE INFRAERO
FOTO JOZIL DE LIMA